Akarui inicia segunda etapa do Projeto da Bacia do Rio do Chapéu

Publicado em 23 de janeiro de 2012

No ano de 2008 a Akarui apresentou ao Comitê da Bacias Hidrográficas do Rio Paraiba do Sul o projeto “Análise físico-ambiental da Bacia do Rio do Chapéu: subsídio a ações preventivas e mitigadoras do assoreamento do rio no município de São Luiz do Paraitinga”. O referido projeto foi aprovado em 2009 e teve seu início em 2010, tendo como objetivo realizar análise físico-ambiental da bacia do Rio do Chapéu a fim de gerar um documento final para a implantação de estratégias e projetos de prevenção e mitigação da erosão do solo e de processos de assoreamento do rio, contribuindo para a geração de uma política pública municipal de preservação e recuperação dos recursos hídricos.

A bacia do Rio do Chapéu é a principal contribuinte do Rio Paraitinga no nosso município, e consequentemente o maior responsável pelo assoreamento deste rio. Este assoreamento é causado pelo uso indevido do solo agrícola, pelas queimadas, e pela falta de vegetação nas áreas de APP, que ocasionam um intenso processo erosivo do solo nas áreas da bacia. Está área é prioritária no município, pois, entendemos que as cabeceiras são um segmento de paisagem de extrema importância para os ambientes fluviais, pois constituem o entorno das nascentes d´água e caso apresentem problemas, podem comprometer a vida do rio e a retenção de água na bacia.

Atualmente estamos no final do 2º quadrimestre de execução do projeto, sendo nessa fase executado o aerolevantamento da área que gerou as imagens georreferenciadas da Bacia possibilitando o inicio da construção do banco de dados georreferenciado da área.

Estamos a campo executando o levantamento sócioeconomico ambiental das comunidades locais e, contribuímos com a instalação de dois postos de telemetria – que medem índice de chuvas (pluviômetros) e nível dos rios (fluviômetros) em parceria com o DAEE.
 
Os postos já em operação, fazem parte do sistema de Alerta e Monitoramento da Bacia do Paraíba do Sul, instalado pelo DAEE, e transmitem os dados em tempo real para a central de monitoramento, instalada no Centro de Tecnologia de Hidraúlica (CTH) em São Paulo e para as “Salas de Situações” localizadas nos DAEE, no nosso caso, principalmente para o DAEE de Taubaté.
 
Por Roxane Lopes