Instituto Oikos reúne envolvidos no desenvolvimento do PSA no Vale do Paraíba

Publicado em 26 de março de 2014

Sabia que a grande maioria das pessoas não se dá conta do trabalho essencial que a natureza faz para a vida no nosso planeta? Que tal então retribuirmos com um pagamento justo, por isto? É aí que entra o conceito do PSA – Pagamento por Serviços Ambientais. Um instrumento econômico que visa à transferência de recursos financeiros ou de benefícios para quem preservar ou restaurar áreas naturais, ou ainda que adotem práticas de manejo de baixo impacto sobre os recursos naturais, em suas atividades econômicas.
 
Reunidos em Taubaté/SP, representantes de prefeituras, ONG´s, Instituições Governamentais e empresas ligadas ao assunto, se reuniram para discutir sobre experiências e tendências em PSA. Desenvolvido pelo Instituto Oikos de Agroecologia, que vem executando o Projeto PSA Água Vale do Paraíba, tem como meta, a criação de um Programa de Pagamento por Serviços Ambientais para os 34 municípios do trecho paulista da bacia do rio Paraíba do Sul, que ocupam 13.600 Km² com cerca de 2 milhões de habitantes. Este Projeto foi idealizado no âmbito do Comitê Paulista da Bacia do Paraíba do Sul, CBH-PS, e é financiado pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos/Fehidro.
 
Segundo alguns componentes da mesa de autoridades convidadas para o evento, o Seminário foi um “momento especial para esta discussão”, segundo Nazareno Mostarda, Secretário Executivo do CBH-PS, se referindo as controvérsias criadas com a possibilidade de transposição de água do Rio Paraíba do Sul para o abastecimento de São Paulo.  Para Devanir da Agência Nacional de Águas, “trata-se de um programa para melhorar e aumentar a quantidade de água disponível, sendo estratégico para a preservação, onde produtores rurais podem ser os transformadores de um processo”. Helena Carrascoza, da Secretaria do Meio Ambiente, lembrou muito bem que “áreas rurais produzem não só produtos que geram renda, mas que também podem produzir e receber por serviços”, como no caso da proteção de nascentes e disponibilidade de água.
Também foram apresentadas, experiências das prefeituras de Guaratinguetá, São José dos Campos e São Luiz do Paraitinga, nos diferentes momentos destas cidades na implantação do PSA.
 
Independente do PSA, os projetos da Akarui defendem a proteção de nascentes e matas ciliares, por intenderem que são vitais não só para o equilíbrio do Meio Ambiente, como para uma composição integrada das propriedades rurais. 
 
Para ter acesso ás apresentações do Seminário, acesse Instituto Oikos, e para conhecer mais sobre as atividades da Akarui, acesse Projetos.
 
Texto Ângela Beatriz / Foto Instituto Oikos