Para ser um bom produtor de leite, é necessário ser um bom produtor de pasto!

Publicado em 14 de fevereiro de 2017

E, como é que isso pode ser feito? Dentro das técnicas apresentadas pelo Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável, duas maneiras complementares de grande resultado foram o piqueteamento e a arborização de pastagem.
 
O piqueteamento,  é um sistema intensivo de manejo do gado e da pastagem, no qual o pastejo rotacionado é realizado em áreas divididas em piquetes que são submetidos a períodos alternados de pastejo e descanso. É uma tecnologia considerada ecológica, isso porque muitas formas de vida sobrevivem na pastagem e no solo, favorecendo a biodiversidade e a conservação.
 
Além disso, o animal deve permanecer poucos dias no mesmo piquete, para que não coma o rebrote das forrageiras, assim o rebanho terá sempre alimentação de boa qualidade e aumentará seu desempenho. Com o piqueteamento, o gado engorda mais e produz mais leite. Além disso, é possível manter maior quantidade de animais na área do que no pastoreio convencional, tornando a pecuária mais lucrativa.
 
Já com a arborização de pastagens, com espécies como a gliricídea, ciriguela, jaca, entre outras, consiste da combinação intencional de árvores, pastagem e gado numa mesma área e ao mesmo tempo, e manejados de forma integrada, com o objetivo de diversificar a produção por unidade de área. Tal forma de uso da terra constitui o Sistema Silvipatoril.
Entre seus benefícios destacam-se,  a presença de sombra e redução da intensidade de calor ou frio, proporcionando um ambiente favorável para a produção e reprodução dos animais; favorecer o ciclo da renovação de nutrientes, principalmente em se considerando árvores que fixam nitrogênio; oferece suplementação alimentar aos animais, pois há espécies que o gado pode se alimentar diretamente no pasto, ou fornecido no cocho;
Além disso, pode fornecer madeira, lenha, postes, mourões que podem ser utilizados na propriedade rural e/ou comercializados.
 
Com isso, uma propriedade rural devidamente manejada, favorece a proteção de nascentes, que são resultantes da água da chuva que se infiltra no solo e se acumula no lençol freático, como “rios” subterrâneos no solo.
 
É de extrema importância a cobertura, cuidado com o solo e o cercamento da área onde ela nasce, não só próximo a fonte, mas especialmente onde a água infiltra-se. Assim, é recomendado o cercamento das nascentes em um raio de 20m em áreas consolidadas  sendo o mais indicado de 50m, pois quanto mais área protegida, melhor para a área evitando o pisoteio de animais e consequentemente oferecendo mais água e de melhor qualidade para sua criação.
 
Estes e outros assuntos, forma parte do PDRS, Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável- Microbacias II – Acesso ao Mercado, é realizado pela Akarui por meio de convênio firmado com Secretaria Estadual do Meio Ambiente - SP desenvolvido nos municípios de São Luiz do Paraitinga e Natividade da Serra situados na Serra do Mar, Vale do Paraíba -SP
 
Para conhecer mais sobre o Projeto, acesse PDRS.
 
Texto Ismael Soares / Foto Marina do Val