SAF´S, PANC´S... são pra comer? Segundo o PDRS, sim!

Publicado em 14 de fevereiro de 2017

Muitas siglas, mas o que elas significam e qual sua importância para os tópicos das atividades do Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável. No caso dos SAF`s, ou Sistemas Agroflorestais, são uma forma de uso e manejo da terra, nas quais árvores ou arbustos são utilizados em conjunto com a agricultura e/ou com animais numa mesma área, de maneira simultânea ou numa sequência de tempo.
 
Os SAFs são a imitação da cobertura vegetal da floresta, sendo uma área com ampla diversidade de espécies. Essa perspectiva favorece a recuperação da produtividade de solos degradados através de espécies arbóreas implantadas, que adubam naturalmente o solo, reduzindo a utilização de insumos externos e os custos de produção e aumentando a eficiência econômica da unidade produtiva.
 
 Além disso, a maior diversificação representa mais produtos comercializáveis, favorecendo uma geração de renda mais harmônica no tempo, e esse contexto, é muito adequado para a pequena produção familiar.
 
No caso das PANC´s ou Plantas Alimentícias Não Convencionais, são plantas silvestres, selvagens, que nascem espontaneamente em todo o planeta e não precisam de cuidados, por isso garantem uma biodiversidade muito grande em todas as regiões.
 
Você já comeu uma ora pro nobis? Conhece a azedinha? Já ouviu falar na taioba? Todas elas são comestíveis, e podem ser muito úteis no combate a fome. Com o crescimento do agronegócio e os processos sucessivos de seleção artificial, houve uma redução nas plantas utilizadas na alimentação humana, dando uma perda da diversidade no prato.
As PANC´s possuem uma grande importância para a garantia da segurança alimentar, conhecimento local/regional, valorizando toda uma cultura e conhecimento tradicional milenar de agricultores e agricultoras. Pergunte ao seu vizinho, amigos e agricultores quais espécies conhecem!
 
Resgate saberes e sabores, afinal, Segurança Alimentar e Nutricional é a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais. Tem como base, práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis.
 
A fome, a obesidade, as doenças associadas à má alimentação, o consumo de alimentos de qualidade duvidosa ou prejudicial à saúde, a estrutura de produção de alimentos predatória em relação ao ambiente natural ou às relações econômicas e sociais, os alimentos essenciais com preços abusivos, são situações de insegurança alimentar e nutricional.
A Agroecologia tem como uma das suas principais bandeiras a defesa da Segurança Alimentar e Nutricional, garantindo a produção, diversidade, acesso e respeito às relações culturais dos povos na produção de alimentos saudáveis.
 
Estes e outros assuntos, forma parte do PDRS, Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável- Microbacias II – Acesso ao Mercado, é realizado pela Akarui por meio de convênio firmado com Secretaria Estadual do Meio Ambiente - SP desenvolvido nos municípios de São Luiz do Paraitinga e Natividade da Serra situados na Serra do Mar, Vale do Paraíba -SP
 
Para conhecer mais sobre o Projeto, acesse PDRS.
 
Texto Ismael Soares / Foto Ângela César